Waldick, o cantor que imortalizou a música "Paixão de um homem"
Waldick Soriano morreu em 4 de setembro de 2008, aos 75 anos, no Rio de Janeiro, vítima de um câncer de próstata. O cantor e compositor estava internado no Instituto Nacional do Câncer, em Vila Isabel, onde recebia cuidados paliativos após lutar contra a doença por cerca de dois anos.
Nascido em 13 de maio de 1933, em Caetité, no interior da Bahia, Eurípedes Waldick Soriano teve uma trajetória marcada por dificuldades antes de conquistar o sucesso. Trabalhou como lavrador, engraxate, motorista e garimpeiro até se mudar para São Paulo, no fim dos anos 1950, decidido a seguir a carreira artística. Seu primeiro sucesso veio com Quem És Tu?, no início dos anos 1960.
Com seu inseparável visual de roupas escuras, chapéu e óculos escuros, inspirado no personagem Durango Kid, Waldick se tornou um dos maiores símbolos da música brega brasileira. Suas canções, marcadas por amores perdidos, traições, saudade e dor de cotovelo, conquistaram um público fiel. Entre seus maiores sucessos estão Tortura de Amor, Paixão de um Homem, A Dama de Vermelho e Eu Não Sou Cachorro, Não, esta última transformada em um verdadeiro hino de sua carreira.
Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, Waldick gravou dezenas de discos e compôs centenas de músicas. Mesmo depois do auge comercial, continuou fazendo shows pelo país. Em 2007, sua história ganhou o documentário Waldick, Sempre no Meu Coração, dirigido por Patrícia Pillar, que ajudou a apresentar sua trajetória a uma nova geração.
Na vida pessoal, Waldick foi casado algumas vezes e teve nove filhos, sendo oito biológicos e uma filha adotiva.
Dezoito anos após sua partida, Waldick Soriano continua presente na memória da música brasileira. Entre o chapéu preto, os óculos escuros e as canções de amor e sofrimento, deixou uma obra que atravessou gerações e transformou a chamada música brega em parte importante da cultura popular do país.
Fonte: Estralas & História
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